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domingo, 19 de abril de 2015

MÊDA


Muita gente conta, testemunhas relataram, os jornais registaram e a ciência investigou, não só em Portugal como na Itália, Inglaterra e Alemanha, os estranhos ataques que acometiam Albano Beirão, o Albaninho do Aveloso, imortalizado como Homem Macaco.
Muitos dos fenómenos foram relatados em jornais da época, outros pelo próprio e muitos deles pelos populares que observaram as extraordinárias proezas, que só podiam vir de alguém que detinha um super poder, ainda que sob a influência de uma doença intrigante. Não se diz, entre todos os casos, que fizesse mal a alguém, homem, mulher ou criança.
Conta-se que  Albaninho encontrava-se certo dia na praça da  Mêda e, surgindo-lhe um ataque, ergueu um dos assentos em pedra dos bancos que se encontram junto à igreja. Como se fosse um um mero tijolo e não um pesado bloco de pedra, ergueu-o acima da cabeça e atirou com ele ao chão, partindo a pedra em duas metades.
Dois guardas-republicanos que se encontravam perto viram a atitude e alarmaram-se. Porém, como representavam a autoridade e a atitude descontrolada do homem, aproximaram-se dele quando já lhe havia passado o ataque e se encontrava calmo.
“Estás preso!”
Os agentes da autoridade eram novos no quartel e conduziram o “preso” até junto do administrador do concelho, que ao vê-los entrar com o Albaninho inquiriu:
“Os senhores não sabem quem é este homem?”
Eles encolheram os ombros.
“Ponham-se a andar para o posto, e depressa, antes que ele faça alguma coisa.”
“Nós temos armas, podemos dominá-lo!”

“Quais armas, nem meias armas! Vão-se lá embora antes que ele vos ponha de plantão com dois tabefes…”

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