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segunda-feira, 20 de abril de 2015

ANSIÃO


No centro de Ansião encontra-se um painel de azulejos cuja lenda circula como razão do topónimo.
Quando a vila de Ansião ainda não passava de um pequeno lugar habitado, foi visitada pela rainha D. Isabel de Aragão, esposa do rei D. Dinis. Entre a multidão que aguardava a passagem da rainha, quase esquecido junto a um muro, estava um ancião pobre a pedir esmola para sobreviver. No meio daquela gente e sozinho, como se não participasse da receção à rainha, mal se via o pobre homem. No entanto, a rainha viu-o e chamou-o para junto de si.
“Vinde até mim, pobre ancião!”
Ele levantou-se a custo e, amparado ao seu bordão, chegou-se junto da rainha através de um corredor de gente que se afastara para o deixar passar.
Ele ajoelhou-se junto daquela formosa dama, de quem o povo dizia ser milagrosa e que também tinha a fama de acudir aos pobres que encontrava. Porém, D. Isabel pediu que ele se levantasse e ajudou a ficar de pé junto a si, passando então para a mão dele uma moeda de ouro.
Depois deste gesto de caridade, a rainha virou-se para os seus acompanhantes, a maioria deles homens e mulheres da corte, e disse, apontando o mendigo:
“Esta é a terra do ancião!”
As aias repetiram o que a ama disse. E o ancião deu o nome à terra.

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