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sexta-feira, 17 de abril de 2015

ALCOBAÇA


Chamava-se Brites de Almeida, era uma mulher que nada devia à beleza e tinha seis dedos em cada mão. Mesmo assim, ainda teve quem a pretendesse, como aquele soldado que quis casar com ela. Brites prometeu que casaria com ele se fosse capaz de a vencer numa luta. O soldado aceitou, mas perdeu e, nesse combate, o rapaz esteve às portas da morte. Devido a esse incidente, Brites teve de fugir, foi presa por piratas e, regressada à pátria, exerceu a profissão de almocreve, fazendo-se passar por homem.
Depois dessa odisseia, Brites de Moura foi finalmente contratada em Aljubarrota como ajudante de padeiro.
Quando se deu a batalha de Aljubarrota, no dia 14 de Agosto de 1385, a padeira pegou em armas e combateu os castelhanos. Finda a batalha, onde se portou valorosamente como um guerreiro, verificou que os apetrechos do fabrico do pão não se encontravam onde os tinha deixado e que, contra o costume, a porta do forno encontrava-se fechada. Foi então abri-la e verificou, mesmo no escuro, que se encontravam ali escondidos sete castelhanos, daqueles que tinham fugido, tal como D. João de Castela o fizera, quando viram a sorte da batalha mal parada.

Com voz grossa deu ordens para que saíssem do seu forno e agarrou na pá de ferro com que costumava meter e tirar o pão do forno. Eles obedeceram, saindo cada um por sua vez. À medida que os apanhava fora, deu-lhes na cabeça com a pá, de modo que ainda despachou mais sete inimigos. Ela ficou conhecida como a padeira de Aljubarrota.

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