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quarta-feira, 13 de maio de 2015

SABUGAL


Pela Páscoa entraram em Vilar Maior muitos cavaleiros armados, montados em cavalos brancos e decidiram fazer uma espera às moças solteiras que iam para a missa.
Um alferes disse:
“A virgem de verde bem me agrada, mas eu queria a de azul. Pois hei de roubá-la ao seu pai ainda que isso me custe a vida.”
Ainda não era meia-noite quando o alferes bateu à porta dos pais da moça. Apareceu a mãe à porta .
 “Eu não venho por ti, velha, mas venho por tua filha.”
 “A minha filha não está cá. Está em casa da prima.”
O alferes pegou numa candeia e entrou pela casa adentro, indo encontrar a rapariga a dormir no seu leito.
Acordando com o reboliço, a moça suplicou:
“Por Deus te peço, alferes, e também pela Virgem Maria, que me deixes vestir uma alva camisinha e que me deixes rezar uma só Avé Maria à Senhora do Castelo, pois é minha madrinha.”
Saindo com a rapariga, o militar ainda ouviu a mãe dizer:
“Olha minha filha, não sejas desonra minha.”
Mais tarde, o alferes trouxe a moça nos braços e entregou-a à mãe:
“Aqui tens a tua filha. Ela não se quis vender e tirei-lhe a vida por isso.”

“Venha cá a minha filha, pois antes a quero ver morta que a sua honra perdida.”

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